domingo, 4 de setembro de 2011

27º Passeio de Motos Antigas do Moto Clube de Sintra - A Carriça VII esteve lá!



Saudações, companheiros e contemplativos

Sábado, dia 3 de Setembro deste ano de Graça de 2011, quando, ao princípio da tarde, cheguei junto da Carriça VII com um balde com água e uma esponja, encontrei-a suja, manifestamente suja, com o resultado da chuvada de Verão de dias antes, que arrastou para baixo toda a sujidade, poeirada, lixo, que paira na atmosfera. O cinzento metalizado estava transformado em cinzento enlixarado.

Para usar um trocadilho vulgar, em velocidez e rapidade passei esponja e água repondo o brilho que tem a minha Carriça, sem grande rigor mas com eficiência.

Agora tratava-se de sair rapidamente para chegar a tempo da entrega dos prémios, e podia encontrar engarrafamento. Lembro-me de que isso me aconteceu aquando de outra presença em Sintra para ver antigas motas e antigos companheiros, coisa contada em


E, afinal, a Carriça não saía desde a viagem a Portalegre…

O melhor para uma mota ficar afinada é fazer uma longa distância. Isso leva o motor a encontrar uma regularidade – nada que possa acontecer no trânsito da cidade, sempre sujeito a interrupções – andar em estrada leva a que o motor encontre o seu acamamento, onde se sente mais confortável no seu funcionamento. É aí, quando um motociclista montado na sua mota ouve o motor e percebe as potências disponíveis que se podem tirar os máximos rendimentos, ou os optimizados, gastando o menos possível.

O ouvido é muito importante – o modelo TU250X Super Classic da Suzuki melhorou o modelo anterior, a GN, dum ponto de vista estético, erguendo o remake Super Classic retirando dos instrumentos o conta rotações e melhorando o conforto e aparência do banco que, passando a ser castanho no modelo da Carriça, tornou o modelo um tanto raro – mas o ouvido tem de substituir o conta rotações – coisa para que fui educado de infância e por isso nada estranho.

À chegada a S. Pedro de Penaferrim lá encontrei as velhotas e os velhotes que desatei a fotografar logo após uma imperial inspirativa.

Desta vez não encontrei nenhum companheiro que conhecesse para termos conversa mas, ainda assim, com quem falei, o ambiente era de simpatia. No regresso, já na estrada, entre alguns companheiros por quem passei ou que passaram por mim saudámo-nos.

Para variar de estrada decidi vir pela beira-mar e embicar em direcção ao Estoril. Ora conforme eu já me queixei muitas vezes as indicações são parcas, e eu deixei-me “perder” por dentro de terrinhas como Galiza, S. João do Estoril, S. Pedro do Estoril, até me encontrar já em Parede e conhecer o caminho até à Marginal.

Espero ter-vos proporcionado uma pequena visão dum prazer que tive, e que as imagens o justifiquem.





Este é um modelo que destaco sempre pois é igual à minha primeira mota, tal como conto em

 http://forum.mcv.pt/index.php/topic,32432.0.html
é uma Aermacchi Harley-Davidson com 250 cc.dos anos 60 do século passado.
 




Note-se o pormenor do banquinho com estribos para os meninos. Este modelo foi a moto do meu pai, e lembro-me dos catálogos da Heinkel da altura mostrarem a alegre família a passear com uma menina no banco entre os pais e um menino em pé à frente do pai que conduzia, todos sem capacete, claro...


















Este companheiro merece o destaque de ser o mais antigo com os seus 86 anos de idade!















Esta é uma relíquia dos anos 20 do século passado...


Para todos os companheiros o blog motard A Garagem das Carriças endereça desejos de boas curvas.

acb

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